Dieta da USP: plano provoca efeito sanfona, mau-humor e cansaço

Especialistas alertam para os maiores efeitos desse método restritivo

A recente febre pelas dieta das proteínas também deu vida nova a dieta da USP, muito famosa na década de 90, que promete a perda de até 10 kg em 15 dias e é baseada em um cardápio proteico, como a Dieta Atkins ou a Dieta Dukan - baixo consumo de carboidratos e alto consumo de proteínas e gorduras de origem animal. Apesar de levar esse nome, a dieta não recebe o endosso de profissionais da Universidade de São Paulo. O cardápio é montado para sete dias e deve ser seguido por duas semanas, com um intervalo de um dia entre os dois ciclos, no qual se pode ter uma alimentação normal. As refeições incluem basicamente café, limão, biscoito salgado, ovos, frango, peixes, carne vermelha, queijo branco, cenoura, tomate, vagem, ervas (agrião, chicória e alface), presunto e iogurte natural, com frutas liberadas a partir do quinto dia. As bebidas alcoólicas estão proibidas e o consumo de café, água e chás é liberado, desde que com adoçante. Como você deve imaginar, trata-se de uma dieta hipocalórica (com baixo consumo de calorias diariamente) que pode causar uma série de prejuízos ao organismo. Confira abaixo o que os especialistas dizem sobre a dieta da USP:

Você perde 10 kg do quê?

O cardápio da dieta da USP é composto basicamente por proteínas, gorduras e líquidos. "Há salada e frutas em algumas refeições, que dão o aporte de fibras, mas a base da dieta é proteica", afirma a nutricionista Fabiana Donadussi, do Spa Fazenda Igaratá, em São Paulo. Isso, somado às poucas calorias ingeridas diariamente faz com que o corpo pare de queimar carboidratos e passe a usar massa magra para obter energia. E o tecido muscular é o tecido mais rico em água do nosso organismo. "Dessa forma, muito líquido é perdido, além de músculo e gordura", explica a nutricionista. No entanto, queimar tecidos musculares e líquidos no lugar da massa gorda não é saudável para o corpo, que fica debilitado e sem energia.