Cientistas da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, dizem ter descoberto evidências de que a prática de meditação provoca alterações biológicas no corpo.
Em um estudo com 41 pessoas, os cientistas chegaram a conclusão de que a meditação pode ter efeito positivos para o cérebro e para o sistema imunológico dos praticantes.
O trabalho foi feito com base em uma técnica criada pelo americano Jon Kabat-Zinn, especializado na redução de estresse e no trabalho com pacientes que têm que lidar com dor e desconforto durante internações hospitalares.
Para definir o efeito da meditação, o grupo de pesquisados foi dividido ao meio.
Melhoras
Após a divisão, um grupo de estudo formado por 25 pessoas passou a freqüentar uma aula semanal de meditação e realizou uma sessão contínua de sete horas, durante o período da pesquisa, que durou oito semanas.
Esse grupo também realizou exercícios de meditação em casa. O outro grupo não realizou o processo e foi apenas monitorado pelos cientistas em suas atividades cotidianas.Depois das oito semanas, os pesquisadores mediram a atividade elétrica do cérebro dos dois grupos e analisaram seu estado emocional.
Chegou-se à conclusão de que os indivíduos que realizaram as meditações aumentaram a atividade elétrica na parte frontal do cérebro. Ainda segundo o estudo, a parte esquerda frontal foi a que mais demonstrou atividade, o que foi associado com um menor nível de ansiedade e um estado emocional mais positivo.
