Dieta sem glúten eleva risco de desenvolver diabetes tipo 2, diz estudo

Pesquisadores analisaram 200 mil participantes ao longo de 30 anos

POR REDAÇÃO - PUBLICADO EM 10/03/2017

De acordo com um estudo feito pela Universidade de Harvard, consumir menos de 4 gramas de glúten por dia pode elevar em 13% as chances de desenvolver diabetes tipo 2. Esse tipo de alimentação é adotada por pessoas com doença celíaca, causada pela intolerância ao glúten, uma proteína encontrada no trigo, aveia, cevada, centeio e seus derivados, como massas, pães e bolos, por exemplo, provocando dificuldade do organismo em absorver os nutrientes dos alimentos, vitaminas, sais minerais e água.

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"Alimentos sem glúten têm frequentemente menos fibra diabética e outros micronutrientes, tornando-os menos nutritivos, mas muitas vezes mais caros", explica Geng Zong, pesquisador que participou do estudo. "Por isso, pessoas que não são celíacas devem reconsiderar a restrição para prevenir futuramente doenças crônicas".

O estudo analisou 200 mil participantes, que ingeriam menos do que 12 gramas de glúten por dia. Aqueles que comeram mais proteínas, apresentaram menor risco de desenvolver diabetes do tipo 2 durante os 30 anos de acompanhamento. O estudo foi feito entre os anos 1984 e 1990 e, em uma segunda fase, entre 2010 e 2013, quando houve a confirmação de quase 16 mil casos de diabéticos que mantinham a dieta restritiva.

Doença celíaca pode causar dor abdominal, diarreia e gases

A doença celíaca é uma condição crônica, autoimune, que afeta o intestino delgado de adultos e crianças geneticamente predispostos. A doença causa atrofia da mucosa do intestino, causando prejuízo na absorção dos nutrientes, sais minerais e água.

Os principais sintomas são dor abdominal, diarreia e flatulência. Algumas pessoas com doença celíaca não apresentam sintomas ao diagnóstico.