Drenagem linfática manual é mais utilizada em tratamentos do que a mecânica

Conheça as diferenças entre os dois métodos e entenda como eles funcionam

ARTIGO DE ESPECIALISTA - ATUALIZADO EM 13/10/2016

Taynara Lima
Fisioterapia - CREFITO 178459-F/RJ
especialista minha vida

O sistema linfático tem seus vasos extremamente frágeis. Ele auxilia a remoção do excesso de líquido, moléculas de proteínas e resíduos celulares que vêm do resultado do metabolismo celular, entre outras matérias dos espaços teciduais. Além de sua atividade ser ligada ao funcionamento do sistema vascular, pode ser visto como alternativo meio de drenagem, trazendo equilíbrio de proteínas e líquidos teciduais.

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Qualquer alteração negativa no funcionamento circulatório normal do organismo pode caracterizar disfunção, podendo acarretar necessidade de optar por um sistema de drenagem externo (manual ou mecânico).

Na drenagem linfática manual, o líquido que está no interstício (espaço entre tecidos) é levado para o centro de drenagem através de manobras manuais específicas com pressão externa e velocidades adequadas. Esses movimentos levam o líquido de dentro do vaso linfático a se deslocar e a produzir uma queda da pressão dentro do vaso, o que auxilia na entrada do excesso do líquido intersticial para o interior do vaso, através de pressão negativa. Considera-se uma abordagem suave e lenta, promovendo o ?empurrar? da linfa (líquido circulante no sistema linfático).

A drenagem linfática mecânica pode ser vista como um método não invasivo utilizado sobre a pele que usa aparelho específico (faz rolamento e sucção), a fim de ajudar no estímulo do sistema na diminuição de edemas, renovação e nutrição da célula, além de tonificar tecidos e auxiliar na eliminação de toxinas. É possível utilizar roletes mecânicos com pressão negativa que fazem sucção e, assim, geram pressão positiva pela aproximação deles mesmos. A pressão feita mecanicamente pode ser mais eficiente quando sequencial e intermitente. Vale lembrar que, ainda, é utilizada para amenizar ondulações do tecido que está acometido por celulite e gordura localizada, por favorecer a vascularização e mobilização tecidual.

A drenagem linfática manual ou mecânica são sempre utilizadas como coadjuvantes nos tratamentos. É importante considerar também que o toque (pressão manual) e a percepção tátil utilizados pelo profissional capacitado para tal procedimento são dificilmente reproduzidos fielmente pelos aparelhos eletrônicos que auxiliam na realização da drenagem linfática mecânica. Além disso, não se pode ter percepção sobre a área trabalhada, tampouco perceber nódulos ou fibroses existentes.

Pelo fato de permitir a percepção e o controle manual e embora ambos apresentem resultados satisfatórios, o método de drenagem mais eleito, até mesmo devido ao mecanismo usado, ainda é a drenagem linfática manual, que pode ser utilizada após cirurgias, para tratar edemas e linfedemas, para melhorar a irrigação sanguínea tecidual e a nutrição celular e para combater a formações das famosas celulites (fibroedema geloides).