Uma nova pesquisa, realizada pela Universidade de Newcastle (Reino Unido), indica como a família pode ser um importante agravante da obesidade. O objetivo do estudo foi verificar a participação da genética, dos valores educacionais de alimentação (relacionados à família) e de fatores modificáveis (como o círculo de amizades) na determinação do peso dos indivíduos.
Em 2007, pesquisadores da Universidade de Harvard e da Universidade da Califórnia (EUA) afirmaram a possibilidade de a obesidade ser passada socialmente, de pessoa para pessoa. Eles descobriram que amigos - e até amigos de amigos - eram propensos a ter taxas semelhantes de obesidade.
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Segundo a nova pesquisa de Newscastle, entretanto, a influência da família pode ser muito maior que a de amigos, uma vez que o conceito de peso normal é criado na infância. Os pesquisadores analisaram o Índice de Massa Corporal (IMC) de 236 duplas de irmãos adolescentes que viviam juntos e 838 duplas de irmãos adultos que viviam separados.
Foi observado que o impacto da genética e dos valores educacionais aprendidos na infância foi muito mais forte do que os valores modificáveis, como as amizades, em ambos os grupos. Esses resultados indicam que genética e fatores educacionais desempenham um papel significativo na definição do peso do adulto.
Os autores da análise aconselham que as crianças sejam orientadas antes dos dez anos de idade, a fim de reduzir os efeitos negativos no IMC. "Os pais poderiam fazer mais ao perceber que eles são modelos para seus filhos. Se eles têm um estilo de vida pouco saudável, seus filhos estarão mais propensos a imitar o seu comportamento e continuar esses hábitos saudáveis na vida adulta", apontam os responsáveis pela pesquisa.
Proteja seu filho da obesidade
A obesidade é uma das doenças nutricionais que mais cresce no mundo. Este mal vem acometendo cada vez mais as crianças. Calcula-se que aproximadamente de 20 a 25% das crianças brasileiras apresentem excesso de peso na faixa etária entre sete e 14 anos. A nutricionista da rede de lojas naturais Mundo Verde, Flávia Morais, dá dicas de como manter seu filho longe dessa doença.
Faça uma educação alimentar
Eduque o paladar da criança, oferecendo alimentos naturais, como frutas ou sucos, de preferência orgânicos. Nunca adoce os sucos de frutas, pois seu sabor verdadeiro é, sem dúvida, mais saudável.
Mantenha uma rotina
Horários e rotina para a alimentação são fundamentais. A criança deve se alimentar em lugar calmo, arejado e limpo. A alimentação feita de forma rápida, com barulho e em frente à televisão contribui para ela comer muito mais que o necessário, de maneira pouco prazerosa e sem degustar devidamente os alimentos.
Diversifique a alimentação
Ofereça mais verduras e legumes. O cardápio deve ser diversificado, equilibrado, incluindo preparações criativas e de boa aceitação. Se a criança rejeitar o alimento, a sugestão é insistir, através de outra forma de preparação, como cremes, sopas ou suflês.
Dê o exemplo
Os pais devem se alimentar de forma saudável, para que os filhos sigam seu exemplo. A escola também tem a obrigação e o dever de oferecer merendas saudáveis, fortalecendo a atitude de proibição da venda de produtos prejudiciais nas suas cantinas.
Estimule a atividade física
Estimular a prática de exercício físico é também muito importante. É importantíssimo que a criança goste do exercício físico que lhe é proposto.
