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Uma em cada dez gestantes fuma em São Paulo

Hábito pode afetar desenvolvimento do sistema nervoso da criança e causar aborto

Por Minha Vida


Um estudo feito pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo revelou que uma em cada dez gestantes fuma, mesmo sabendo dos riscos que o hábito oferece para o bebê.

A pesquisa contou com a participação de cinco mil mulheres que deram à luz na maternidade estadual Interlagos, em São Paulo. Todas foram entrevistadas para saber quais eram fumantes e quais não eram.

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Os resultados mostraram que 10% do total de gestantes eram tabagistas. Além disso, segundo a pesquisa Vigitel 2010, promovida pelo Ministério da Saúde, 12,7% das brasileiras são fumantes.

 Entre os riscos de fumar durante a gestação estão: baixo peso, parto prematuro, baixo desenvolvimento do sistema nervoso central e aborto.

Estudo associa cigarro na gravidez a distúrbios de atenção em crianças

Mulheres que fumam na gravidez têm maior risco de ter um filho hiperativo e com problemas de atenção na escola, segundo estudo da Universidade de York, no Reino Unido. Avaliando mais de 13 mil crianças de três anos, os pesquisadores descobriram que, mesmo que a maioria dos meninos (61,6%) e meninas (71,7%) não tenha apresentado problemas de saúde ligados ao tabagismo materno, os riscos de problemas de atenção e comportamento aumentavam consideravelmente quando as mães fumavam na gestação.

Publicada no Journal of Epidemiology and Community Health, a pesquisa indicou que 10% das mulheres relataram que fumaram excessivamente (mais de dez cigarros por dia) durante a gestação, enquanto 12,5% eram fumantes leves e 12,4% estavam tentando parar. E os resultados mostraram que, para os problemas de comportamento e de atenção dos filhos, "o mais importante fator parece ser fumar ao longo da gestação, do que a quantidade de cigarros".

As análises mostraram também que os efeitos deste hábito tiveram impactos diferentes entre meninos e meninas, pois, quando expostos as substâncias tóxicas do cigarro ainda no útero, embora ambos tivessem mais chances de apresentar problemas de comportamento no futuro, apenas os meninos tinham maior risco de ter déficit de atenção.


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