Minha Vida - Saúde, Alimentação e Bem-Estar
publicidade

Fumo durante a gravidez favorece asma em bebês, diz estudo

Especialistas recomendam largar o tabagismo antes mesmo de engravidar

Por Minha Vida


Crianças cujas mães fumaram durante a gravidez podem ter mais dificuldade de controlar a asma do que outras crianças com o problema, sugere um novo estudo publicado no Journal of Allergy and Clinical Immunology. A descoberta tem por objetivo motivar grávidas ou futuras mães a largar o cigarro o quanto antes para preservar a saúde do filho. A análise foi liderada por um pesquisador da University of California, nos Estados Unidos.

A equipe acompanhou 2.481 crianças com idades entre oito e 17 anos com asma. Foi observado, então, quais delas tiveram mães adeptas do tabagismo e quais foram expostas ao fumo passivo.

Os resultados mostraram que, além dos riscos já conhecidos de aborto, baixo peso ao nascer, defeitos congênitos e complicações da gravidez, fumar durante o pré-natal estava associado a uma piora nos sintomas de asma das crianças. Cerca de 35% delas não conseguiam controlar bem os sintomas da asma.

O tabaco é mundialmente conhecido por seus malefícios. Já foram identificadas mais de cinco mil substâncias na fumaça do tabaco, dentre elas gases e partículas cancerígenas, agrotóxicos usados durante o plantio da folha de tabaco e que são mantidos no processo de ressecamento para a fabricação do cigarro, dentre outros. Os especialistas alertam que não existe um limite seguro de consumo do tabaco.

Fumar durante a gravidez aumenta as chances de cardiopatias no bebê

Mães que fumam no início da gravidez têm mais probabilidade de que seus bebês nasçam com defeitos cardíacos, segundo um estudo publicado na revista Pediatrics. A pesquisa, patrocinada pelo Centers for Disease Control and Prevention (Centro de controle e prevenção de doenças norte-americano), mostra que as mulheres que fumaram em algum momento do mês anterior à gravidez até o fim do primeiro trimestre tiveram maior probabilidade de dar à luz crianças com determinadas cardiopatias congênitas, em comparação com as mulheres que não fumaram durante o mesmo período. A correlação foi mais forte entre as mulheres que disseram ter fumado muito durante esse período.

A pesquisa também descobriu que um dos defeitos de nascimento mais comuns nos recém-nascidos com problemas no coração é a alteração do septo ventricular, um buraco entre os ventrículos direito e esquerdo do coração. Os pesquisadores também descobriram defeitos conotruncais (circulação sanguínea insuficiente desde o ventrículo), obstrutivos do lado direito (bloqueio do fluxo sanguíneo no lado direito do coração) ou esquerdo.

Muitos bebês com cardiopatia congênita morrem no primeiro ano de vida e aqueles que sobrevivem muitas vezes requerem muitas cirurgias, prolongadas internações e tratamento ao longo da vida para tratar as deficiências associadas a este defeito de nascimento.

Segundo o cardiologista do Instituto do Coração (Incor) de São Paulo, Bruno Caramelli, casos de cardiopatia congênita são raros. Entretanto, como hoje em dia se tem baixa mortalidade no período perinatal e há mais qualidade na saúde das gestações, quadros como este, quando ocorrem, pegam muitos pais desprevenidos. "Cardiopatias congênitas são graves e acontecem associadas a outros problemas, como a Síndrome de Down, por exemplo", afirma. Por isso, segundo o médico, em qualquer situação de defeito congênito, a doença cardíaca também deve ser imediatamente investigada.

Mulheres que fumam também devem saber que, além do tabaco ser uma possível causa de defeito no coração, existem outras preocupações:


Este conteúdo ajudou você? Já ajudou você e + 1254 pessoa(s) Já avaliou

Imprima

Erro

erro

Comente

Compartilhe

Mais sobre:

siga o minha vida e melhore sua qualidade de vida

Saiba mais

Copyright 2006/2013 Minha Vida - Todos os direitos reservados

"As informações e sugestões contidas neste site têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas."