Um estudo realizado por pesquisadores da York University, no Canadá, revelou que a prática da ioga ajuda a reduzir os sintomas físicos e psicológicos da fibromialgia crônica em mulheres. A descoberta foi publicada no Journal of Pain Research.
A pesquisa foi baseada na alteração dos níveis de cortisol - hormônio produzido pela glândula supra-renal e liberado quando o indivíduo se encontra em uma situação de alto estresse - de 22 mulheres portadoras da fibromialgia. Estudos anteriores já haviam identificado níveis mais baixos desse hormônio em pessoas com a doença, o que contribuía com os sintomas de dor, fadiga e sensibilidade ao stress. Além disso, todos preencheram questionários relatando a intensidade de suas dores antes e depois da experiência.
Os resultados mostraram que os níveis de cortisol aumentaram após um programa de 75 minutos de hatha ioga, vertente mais tradicional, praticado duas vezes por semana durante oito semanas. Em uma pessoa normal, o pico do nível de cortisol se dá após 30 ou 40 minutos depois de acordar e vai diminuindo ao longo do dia até o momento de dormir. Já em pessoas com fibromialgia, o hormônio é liberado de forma desregulada.
Essa é a primeira análise que observou os efeitos da ioga nos nível de cortisol em mulheres com fibromialgia. A condição, que afeta predominantemente pessoas do sexo feminino, é caracterizada por dores crônicas e fadiga. Seus sintomas mais comuns são rigidez muscular, distúrbios do sono, desconfortos gastrointestinais, ansiedade e depressão.
