A campanha de vacinação contra a gripe, que terminaria dia 25 de maio, foi prorrogada até o dia 1º de junho, segundo informações do Ministério da Saúde. A meta da campanha é imunizar 80% do grupo prioritário, correspondente a 24,1 milhões de pessoas. Segundo o balanço do ministério, mais de 16 milhões de pessoas já foram vacinadas, o que representa 52,46% do público-alvo, formado por pessoas com mais de 60 anos de idade, trabalhadores de saúde, crianças entre seis meses e menores de dois anos, gestantes e indígenas. A vacina é oferecida gratuitamente nos 34 mil postos de saúde de todo o país.
O ministro da saúde, Alexandre Padilha, lembra que a vacina é segura e protege contra os três vírus que mais circulam no Brasil. "Prorrogamos o prazo para que todas as pessoas que não tiveram tempo de ir aos postos de saúde possam se vacinar contra a gripe e estejam protegidas no inverno, período de maior circulação do vírus?, afirma Padilha. ?A vacina é a melhor maneira de evitar a doença."
De acordo com o boletim do ministério, a melhor adesão à campanha está entre as crianças, com o porcentual de cobertura de 59,4%. Em números, significa que quase 2,6 milhões de crianças entre seis meses e menores de dois anos, de um total de 4,3 milhões, já foram protegidas da gripe.
Cerca de 1,3 milhão de trabalhadores de saúde também receberam a vacina, o que corresponde à taxa de 54,3% do total de quase 2,5 milhões profissionais. Mais de 10,7 milhões de idosos também já se vacinaram contra a gripe. A cobertura neste público é de 52%, do total de quase 20,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais. As gestantes respondem pelo porcentual de cobertura de 47,5%, o que representa pouco mais de um milhão de futuras mães vacinadas, de um total de 2,1 milhões, segundo o ministério.
A vacina da gripe imuniza o organismo contra gripe apenas?
Sim. Apesar dos sintomas serem parecidos, gripe e resfriado são coisas diferentes. "Enquanto a gripe é causada pelo vírus Influenza, o resfriado é provocado por rinovírus, que não é combatido por meio dessa vacina", explica Cirillo. É importante distinguir, também, que os sintomas do resfriado costumam ser mais leves, como dor de garganta e escorrimento nasal.
A vacina contra gripe funciona sem efeitos colaterais?
Sim, as chances de funcionar são muito elevadas. Se a vacina for tomada na época adequada, tem 89% dos casos com resultados positivos. Além de pouco prováveis, os efeitos colaterais não são graves. Cirillo lembra apenas de uma exceção: pessoas alérgicas. "Toda vacina tem proteína e conservantes. Se a pessoa for alérgica a um desses elementos da composição, pode apresentar alguma complicação", diz o especialista.
Qual o melhor período para se vacinar?
No outono, pois a vacina precisa de um tempo para estimular o sistema imunológico e conseguir proteger o organismo contra o vírus da gripe. Como o inverno é a época em que a disseminação da doença é maior, é preciso tomar a vacina na estação anterior.
A vacina começa a fazer efeito quando?
De 10 a 15 dias depois da vacinação, pois é o tempo do organismo começar a produzir anticorpos suficientes para combater o vírus Influenza. A máxima proteção, entretanto, só estará completa depois de aproximadamente 45 dias.
A vacina contra gripe pode causar gripe?
Não. "A vacina contém apenas vírus morto fracionado, que não tem como se multiplicar na célula e provocar a gripe", conta Cirillo. Por isso, é impossível as pessoas ficarem gripadas por causa da vacina.
Posso ficar doente mesmo depois de tomar a vacina?
Sim. Pessoas que foram vacinadas podem pegar gripe no tempo em que o organismo demora para produzir os anticorpos contra a doença, ou seja, no prazo de 10 a 15 dias após a vacinação.
