Caracterizada pela presença de endométrio (tecido habitualmente localizado dentro do útero e que se desprende durante a menstruação) fora da cavidade uterina, representa uma doença muito prevalente nos dias atuais. Acomete cerca de 15% das mulheres em idade reprodutiva e é responsável por sintomas relacionados à dor pélvica (cólicas menstruais e dor nas relações sexuais) e até mesmo infertilidade. Essa doença depende da ação do estrógeno, principal hormônio feminino produzido pelo ovário enquanto a mulher menstrua e responsável pelas características femininas, para seu desenvolvimento. Normalmente ocorre na mulher que tem menos filhos e engravida mais tarde, conseqüentemente apresenta o estímulo do estrógeno por maior período de tempo e, além disso, está exposta a um maior nível de estresse.
Um fato curioso é de que a endometriose é uma doença encontrada preferencialmente entre mulheres com nível educacional mais elevado. Confira mais informações através das respostas abaixo:
1- Por que a endometriose atinge mulheres com renda e escolaridade mais altas?
Por causa do estilo de vida? Provavelmente, o estilo de vida é uma
das causas, mas não existe comprovação científica. Sabemos que mulheres submetidas a níveis elevados de estresse, como jornalistas, mulheres que trabalham no mercado financeiro, médicas e dentistas, por exemplo, têm mais chance de ter endometriose.
2- Como o estresse contribui para o desenvolvimento da endometriose?
O estresse leva a uma diminuição da imunidade, de um lado. Do outro lado, o aparecimento da doença também está ligado a um distúrbio de defesa do organismo. Desta forma, temos uma conjunção dos fatores que contribuem para o desenvolvimento da endometriose.
3- O que a dra. recomenda para melhorar o estresse?
A melhor coisa para aliviar o estresse é o exercício físico aeróbico. A endorfina produzida com este tipo de atividade causa bem-estar, diminui a produção de estrógenos circulantes (que são o alimento da endometriose) e, conseqüentemente, melhora dos focos de endometriose.
4- Existe alguma atividade física mais adequada?
As melhores atividades são os exercícios aeróbicos em geral, realizados regularmente, ou seja, pelo menos três vezes por semana por ao menos 40 minutos.
A Dra. Rosa Maria Neme é graduada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e também responsável pelo setor de endometriose da Clínica de Reprodução Humana Roger Abdelmassih.
Para saber mais, entre em contato com a dra. Rosa Maria Neme
Centro de Endometriose São Paulo
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