Feocromocitoma: sintomas, tratamentos e causas

Visão Geral

O que é Feocromocitoma?

Sinônimos: feocromocitoma

Feocromocitoma é um tipo de tumor raro que aparece no tecido de algumas glândulas, mais comumente nas adrenais, glândulas que ficam acima dos rins, na parte posterior do abdômen e causa hipertensão, entre outros sintomas.

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As glândulas adrenais (ou supra-renais) produzem a adrenalina e a noradrenalina, responsáveis, respectivamente pelas respostas do nosso corpo em situações extremas e por seu relaxamento posterior. Quando o feocromocitoma ocorre, há uma mudança na produção desses hormônios.

Tipos

Os feocromocitomas são classificados de acordo com o local onde aparecem. 90% dos feocromocitomas ocorrem nas glândulas adrenais. Quando sua localização muda, eles são chamados de feocromocitomas extra-adrenais ou de paragangliomas e podem ocorrer no coração, peito, crânio ou pescoço.

Causas

Não se sabe ao certo o que provoca o aparecimento do feocromocitoma. Alguns especialistas acreditam que o problema tenha origem hereditária, mas nada ainda foi comprovado. Ela pode aparecer com algumas desordens genéticas, como neurofibromatose e síndrome de von Hippel-Lindau.

Em geral, o feocromocitoma está ligado à neoplasia endócrina múltipla tipo 2, uma doença rara que afeta diversas glândulas e também é transmitida por herança genética.

No entanto, algumas pessoas com feocromocitoma não apresentam histórico familiar do problema.

Sintomas

Sintomas de Feocromocitoma

Os sintomas mais comuns do feiocromocitoma são:

Entre os sintomas menos comuns de feocromocitoma, temos:

Os sintomas do feocromocitomapodem acontecer em pequenos ataques que duram de 15 a 20 minutos, mas podem se repetir várias vezes ao dia. Alguns fatores desencadeiam esses ataques, como:

  • Esforço físico
  • Ansiedade ou estresse
  • Mudanças na posição do corpo
  • Comidas ricas em tiramina, como alguns tipos de queijos, cerveja e vinho, carnes secas ou defumadas, bananas, abacate, entre outras
  • Medicamentos como descongestionantes e estimulantes

Diagnóstico e Exames

Buscando ajuda médica

Os sintomas do feocromocitoma podem indicar, na verdade, uma série de outras doenças, e ter um diagnóstico adequado é fundamental.

Mas se você está com pressão alta, vale relatar ao médico se você tem apresenta:

  • Dificuldade em controlar a pressão arterial mesmo com tratamento
  • Histórico familiar de feocromocitoma
  • Histórico familiar de neoplasia endócrina múltipla tipo 2, síndrome de von Hippel-Lindau ou neurofibromatose

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar um feocromocitoma são:

  • Clínico geral
  • Endocrinologista
  • Nefrologista

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quando os sintomas começaram?
  • Seus sintomas são contínuos ou vão e voltam?
  • Existe algo que piora o desencadeia seus sintomas?
  • O que parece melhorar o piorar seus sintomas?
  • Você toma medicamentos para hipertensão? E os consome da forma como foram prescritos?
  • Você foi diagnosticado com alguma outra condição médica? E segue o tratamento dela?

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar.

Diagnóstico de Feocromocitoma

Muitos médicos podem não desconfiar logo de cara que a pessoa está com feocromocitoma, pois a pessoa tende a não apresentar tantos sintomas persistentes, além da pressão arterial alta. No entanto, quando esse problema aparece em pessoas jovens, vai e volta ou é acompanhado de outros sintomas, o médico pode pedir exames para confirmar uma suspeita de feocromocitoma.

Entre os exames, o principal é a quantidade dos hormônios das glândulas adrenais, que pode ser medida em exames de urina 24 horas e exames de sangue.

Caso esses exames indiquem a presença de um feocromocitoma, o médico poderá pedir exames de imagem que confirme o diagnóstico, como tomografia computadorizada, ressonância magnética, entre outros, para verificar a existência do tumor.

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Feocromocitoma

O melhor tratamento para o feocromocitoma é a cirurgia para retirada do tumor. No entanto, antes de fazer a operação é necessário preparar o paciente, controlando sua pressão arterial antes da cirurgia. Os medicamentos usados no pré-operatório normalmente são:

  • Alfabloqueadores, que previnem a noradrenalina de estimular os músculos nas paredes das veias e artérias menores, reduzindo a pressão arterial
  • Beta-bloqueadores, que inibem a adrenalina, fazendo com que o coração bata mais devagar e com menos força, além de deixar as veias relaxadas

Mas outras medicações podem ser utilizadas, caso essas duas não produzam melhora no quadro de hipertensão.

A cirurgia em si é feita através da laparoscopia, cirurgia feita com pequenas incisões e minimamente invasiva. Na maioria das vezes, a glândula toda é retirada, a não ser que a outra glândula já tenha sido retirada em outra ocasião.

Caso o tumor seja maligno, a cirurgia só terá sucesso se o tumor e os tecidos metastáticos estiverem isolados e o tratamento deverá ser complementado com quimioterapia, radioterapia ou terapia alvo, de acordo com a orientação de um oncologista.

Convivendo (prognóstico)

Complicações possíveis

Caso o feocromocitoma não seja diagnosticado e tratado, pode desenvolver uma série de complicações fatais, como:

  • Crises hipertensivas
  • Arritmia cardíaca
  • Infarto do miocárdio
  • Falência múltipla dos órgãos

Expectativas

Em geral os feocromocitomas são tumores benignos e quando eles são removidos com a cirurgia, o prognóstico é positivo. No entanto, estatísticas mostram que 10% das pessoas operadas têm chance de ter reincidência do tumor na outra glândula.

Prevenção

Prevenção

Não há formas conhecidas de prevenir o feocromocitoma.

Fontes e referências

  • Manual Merck
  • Clínica Mayo