Síndrome do Choque Tóxico: sintomas, tratamentos e causas

Visão Geral

O que é Síndrome do Choque Tóxico?

Síndrome do choque tóxico é uma condição de emergência de saúde relacionada a uma infecção bacteriana. Ela costuma ser frequentemente associada ao uso de absorventes internos, no entanto, essa não é a única forma de contaminação.

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Isso porque a síndrome do choque tóxico não afeta somente as mulheres em idade reprodutiva e pode afetar também homens, mulheres na pós-menopausa, e crianças. Normalmente, nestes casos, ela está associada a infecções de pele - como erisipela e celulite bacteriana - e cirurgias.

As bactérias relacionadas à síndrome do choque tóxico são a Staphylococcus aureus e o Streptococcus pyogenes. Na maioria das vezes, elas entram em contato com o organismo devido a uma infecção de pele ou pelo uso prolongado de absorvente íntimo.

Antigamente a síndrome do choque tóxico também era descrita como síndrome da pele escaldada, mas este nome não é mais utilizado.

Diagnóstico e Exames

Causas

O que causa a síndrome do choque tóxico é a infecção pela bactéria Staphylococcus aureus ou Streptococcus pyogenes. Elas podem estar associadas, principalmente a infecções de pele como a erisipela e a celulite bacteriana, uso de absorventes internos, e complicação de cirurgias.

Fatores de risco

Apesar da síndrome do choque tóxico poder afetar todas as pessoas, cerca de metade dos casos acontecem em mulheres durante a menstruação. O motivo se dá pelo uso prolongado de absorventes íntimos, o ideal é que a troca seja feita a cada seis horas. Passando esse período o risco de contaminação aumenta

Outros fatores de risco para síndrome do choque tóxico são:

Ter cortes ou queimaduras na pele;Ter feito uma cirurgia recentemente; Ter diabetes, por causa da maior dificuldade natural de cicatrização; Estar com uma infecção viral, como gripe ou catapora.

Sintomas de Síndrome do Choque Tóxico

Dentre os sintomas de choque tóxico estão:

Febre alta; Pressão sanguínea baixa (hipotensão); Confusão mental; Tontura;Cefaleia (dor de cabeça); Vômitos; Diarreia;Dores musculares; Vermelhidão nos olhos, boca e garganta;

Os sintomas também podem estar relacionados à insuficiência renal, aumento das enzimas hepáticas e queda no número de plaquetas.

Buscando ajuda médica

É preciso procurar ajuda médica com urgência caso a pessoa tenha febre alta e um ou mais sintomas da síndrome do choque tóxico. Caso esteja usando um absorvente interno, remova-o imediatamente e informe ao médico que estava utilizando o produto anteriormente

Na consulta médica

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar tempo. Dessa forma, você já pode chegar ao consultório com algumas informações:

Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram; - Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que tome com regularidade;Se possível, peça para uma pessoa acompanha-lo

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quando os sintomas começaram?
  • Você está ou estava utilizando absorventes internos? Quantas horas ficou sem trocar o produto?
  • Passou por uma cirurgia recentemente? Está com feridas na pele?

Diagnóstico de Síndrome do Choque Tóxico

Não existe um exame específico que comprove a presença da síndrome do choque tóxico, por isso o diagnóstico é mais clínico, através dos sintomas e histórico do paciente, e algumas combinações de exames.

O médico verificará se há febre, calafrios, erupções cutâneas e redução da pressão arterial, associados, principalmente, ao uso de absorventes internos, cirurgia ou alguma lesão na pele.

O hemograma e outros exames específicos, como o de urina, mostram que há uma infecção e consegue-se isolar a bactéria em torno de 40% dos casos. Também pode ser solicitada a realização de exame de esfregaço cérvico vaginal, colo do útero e garganta para uma análise laboratorial.

Além disso, como a síndrome do choque tóxico pode afetar diversos órgãos, o médico pode pedir outros exames como tomografia computadorizada, punção lombar e raios-x do peito para verificar a extensão e gravidade do caso

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Síndrome do Choque Tóxico

O tratamento de síndrome do choque tóxico é através do uso de antibióticos potentes e normalmente envolve uma internação em unidade de terapia intensiva (UTI).

Caso a pessoa ainda esteja com um absorvente interno é preciso retirá-lo, se tiver algum abcesso, ele deve ser drenado. Quanto antes o problema for diagnosticado e tratado, melhor o resultado.

Em alguns casos, também pode ser realizada uma cirurgia para a remoção do tecido não vivo do local de infecção, ou drenar esta infecção.

Convivendo (prognóstico)

Convivendo/ Prognóstico

Quanto antes a síndrome do choque tóxico for diagnosticada e tratada melhor a expectativa de recuperação do paciente.

Apesar dela ser uma condição rara, cerca de uma pessoa com síndrome do choque tóxico para cada 100 mil, quando os sintomas já estão muito agravados, a mortalidade devida ao problema é alta (30% a 70%).

O andamento e recuperação do paciente também será influenciado por uma doença de base, como diabetes, caso possua. Por isso, nestes casos, é importante procurar ajuda médica o quanto antes para evitar a evolução do quadro.

Complicações possíveis

A síndrome do choque tóxico pode progredir rapidamente, e as complicações podem incluir insuficiência renal, insuficiência respiratória e em alguns casos mais extremos até amputação da região afetada, ou óbito.

Prevenção

Prevenção

Entre as décadas de 1980 e 90 o material utilizado na composição dos absorventes internos foi alterado no intuito de reduzir a incidência de síndrome do choque tóxico entre as mulheres.

Contudo, mesmo hoje em dia, o risco de síndrome do choque tóxico aumenta muito quando se passa mais de seis horas com o mesmo produto.

Portanto, uma boa forma de prevenir a síndrome do choque tóxico é trocando de absorvente frequentemente. Além disso, quem já teve o problema não deve utilizar absorventes internos, uma vez que o choque tóxico pode voltar a ocorrer.

Pessoas que fizeram cirurgia ou diabéticos que começam a ter dor e vermelhidão no local da cirurgia ou ferida de pele, devem procurar ajuda médica o quanto antes para prevenir o agravamento do problema.

Todos os cortes devem ser mantidos limpos e os curativos trocados frequentemente. Lavar sempre as mãos também ajuda a prevenir a proliferação de bactérias no geral, o que também preveniria a síndrome do choque tóxico.

Fontes e referências

  • Fontes consultadas:

    José Ribamar Branco, infectologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo - CRM: 61663/SP.
  • Marcelo Mendonça, infectologista do Hospital Santa Paula - CRM: 59185/SP.
  • Ministério da Saúde
  • Departamento de Saúde do Reino Unido
  • Clínica Mayo