Telangiectasia: tratamentos e causas

Visão Geral

O que é Telangiectasia?

Sinônimos: vasinhos, microvasos

Telangiectasias são vasos muito finos existentes na superfície da pele e que justamente por isso acabam sendo conhecidos popularmente como microvasos ou vasinhos. Configuram um problema basicamente estético já que não costumam apresentar sintomas, ou seja, os pacientes não têm sensações ruins atreladas a eles. Eventualmente há queixa de queimação no local onde esses vasos se encontram, porém, geralmente é causada por uma veia de maior calibre doente na região.

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Fatores de risco

As telangiectasias podem e estão presentes nas pernas de todas as pessoas, porém o sexo feminino está mais sujeito e as apresenta em maior frequência e quantidade devido à sua associação aos hormônios femininos. O uso de hormônio feminino exógeno (não produzido pelo organismo), como a pílula anticoncepcional, é o principal fator de piora desses vasinhos.

Em peles mais claras as telangiectasias acabam sendo mais inconvenientes, já que a menor quantidade de melanina torna os vasinhos mais visíveis. Peles morenas e negras só permitem que notemos a presença desses vasos quando a quantidade é exuberante.

Diagnóstico e Exames

Buscando ajuda médica

Salvo raras exceções não há porque se preocupar com a saúde circulatória das pernas apenas por se notar o aparecimento de telangiectasias. A busca por ajuda médica deve ser feita quando o problema incomoda esteticamente. Nesse caso procure por um angiologista.

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Diagnóstico de Telangiectasia

O diagnóstico das telangiectasias é feito exclusivamente através de exame físico por um angiologista, não demandando qualquer exame complementar.

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Telangiectasia

O tratamento para as telangiectasias está indicado apenas quando o paciente tiver incômodo estético pela presença dos vasinhos. Consiste na aplicação através de uma agulha muito fina de alguns tipos de medicamentos capazes de interromper o fluxo de sangue nos vasos. Chama-se escleroterapia e é chamada popularmente por pacientes e profissionais de “aplicações”.

Exceto pela necessidade de proteção da área tratada da exposição solar por duas a três semanas, não há qualquer restrição no dia-a-dia do paciente em tratamento. Como há sempre uma tendência à formação de telangiectasias, acaba se fazendo necessária uma manutenção eventual à medida que novos vasos forem surgindo já que não existe a possibilidade de um tratamento definitivo.

Outro tipo de escleroterapia é através do laser. Nesse caso, as telangiectasias são tratadas através do calor. É uma boa opção de tratamento, mas não substitui as aplicações já que nem toda veia ou todo tipo de pele pode ser tratada com laser. O ideal é que o profissional após um exame minucioso decida qual a forma de tratamento melhor indicada.

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Fontes e referências

  • Eduardo Fávero, angiologista e cirurgião vascular, membro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e titulado pelo Instituto de Cirurgia Vascular e Endovascular de São Paulo (CRM-RJ 705.829)