Tumor neuroendócrino: sintomas, tratamentos e causas

Visão Geral

O que é Tumor neuroendócrino?

Tumor neuroendócrino é o termo genérico para um grupo de cânceres incomuns, muitas vezes de crescimento lento, que se desenvolvem a partir de células do sistema endócrino. Essas células estão distribuídas em várias partes do organismo, principalmente no intestino delgado, intestino grosso, ovários, pâncreas e pulmão. São células que produzem determinados hormônios, e quando esses tumores aparecem podem produzir uma quantidade excessiva desses hormônios, o que pode gerar os quadros clínicos.

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Tipos

Existem diferentes tipos de tumores neuroendócrinos conforme o local em que ele se desenvolve e metabolismo no câncer. A análise histológica (como os tumores parecem ao microscópio) é muito importante para classificar o câncer em um tipo e permitir o tratamento adequado. Entre os principais tipos de tumor neuroendócrino estão:

  • Carcinoides: pulmonar, tímico, gástrico, duodenal, pancreático, de intestino delgado, de apêndice, de cólon, retal, ovariano e tumores carcinoides de origem desconhecida (primário desconhecido)
  • Tumores pancreáticos funcionantes e não-funcionantes: os tumores funcionantes irão produzir várias síndromes clínicas. Por exemplo, um insulinoma vai secretar insulina em excesso. Os tumores não-funcionantes, que representam cerca de 30-40% dos tumores pancreáticos, secretam determinados hormônios e peptídeos, mas não causam qualquer conjunto de sintomas, tornando o diagnóstico difícil
  • Neoplasias endócrinas múltiplas: são genéticas e caracterizam-se pela ocorrência de dois ou mais tumores benignos ou malignos envolvendo glândulas endócrinas. São reconhecidas de duas formas principais: MEN 1 e MEN 2
  • Gastrinomas: tumor que produz quantidades excessivas do hormônio gastrina, que estimula o estômago a secretar ácido e enzimas, provocando úlceras pépticas. A maioria das pessoas tem vários tumores agrupados no pâncreas ou próximos a ele
  • Insulinomas: secreta insulina em excesso, reduzindo drasticamente os níveis de glicose no sangue. Só 10% dos insulinomas se tornam cancerosos
  • Glucagonomas: produz o hormônio glucagon em excesso, o que aumenta o nível de açúcar no sangue e provoca uma erupção característica
  • Feocromocitomas: tumor que tem origem nas células cromafins da glândula suprarrenal e causa uma secreção excessiva de catecolaminas, hormônios que provocam hipertensão e outros sintomas
  • Vipomas: secretam peptídeo intestinal vasoativo (VIP) em excesso. Se originam comumente em células do pâncreas e causam diarreia
  • Somatostatinomas: surgem a partir das células delta no pâncreas ou do tecido duodenal. Inibe a função de quase todos os hormônios do intestino, retardando sua motilidade e prejudicando a absorção de nutrientes.

Os locais mais comuns para tumores neuroendócrinos ocorrerem são no pulmão e sistema digestivo, mas também podem surgir em outras partes do corpo, tais como o pâncreas. O lugar onde ele aparece pela primeira vez é chamado de local primário. No entanto, o tumor neuroendócrino pode se espalhar e ser encontrado em outras partes do corpo, como fígado e gânglios linfáticos. Se isso ocorrer, é chamado de tumor secundário ou metástase.

Os tumores neuroendócrinos também são classificados de acordo com o seu órgão ou tecido de origem:

  • Intestino anterior (Foregut): pulmões, estômago, pâncreas, duodeno e vesícula biliar
  • Intestino médio (Midgut): jejuno, íleo, apêndice e cólon proximal
  • Intestino posterior (Hindgut): cólon distal e reto.

Causas

O sistema endócrino difuso é composto de células encontradas nas glândulas endócrinas, tais como as suprarrenais, pâncreas, tireoide e pituitária. Essas células também são encontradas nos ovários e testículos.

Essas células funcionam da seguinte forma: seu sistema nervoso envia mensagens para as glândulas do sistema endócrino, que liberam hormônios responsáveis por controlar importantes funções do corpo, tais como controle do metabolismo e crescimento, reprodução e respostas ao estresse.

Toda célula do corpo envelhece, morre e é substituída por células novas continuamente. Quando esse processo não acontece de maneira correta, as células podem crescer descontroladamente, formando tumores.

Os tumores neuroendócrinos podem ter vários efeitos diferentes no corpo. Alguns produzem quantidades elevadas anormais de hormônios e alguns têm uma síndrome relacionada, provocando sintomas visíveis como rubor, diarreia, cólicas, chiado parecido com asma, problemas cardíacos e alterações na pele.

Fatores de risco

Como os tumores neuroendócrinos são formados ainda não é totalmente compreendido. Sabe-se que os tumores neuroendócrinos são mais prevalentes em mulheres. A maioria dos tumores neuroendócrinos ocorre sem qualquer ligação hereditária, mas há casos em que eles estão presentes como parte de uma síndrome de câncer endócrino familiar, como MEN1, MEN2, neurofibromatose tipo 1 ou Von Hippel Lindau.

Sintomas

Sintomas de Tumor neuroendócrino

Os sintomas de um tumor neuroendócrino vão depender bastante da localização do tumor e da substância que está sendo produzida de forma descontrolada. Tumores do intestino podem provocar diarreia, enquanto tumores do pâncreas podem causar hipoglicemia. O diagnóstico desses tumores pode ser muito difícil, uma vez que os sintomas são semelhantes a várias outras doenças.

Além disso, os tumores neuroendócrinos afetam as pessoas de maneiras diferentes, uma vez que eles podem se desenvolver de forma diferente, causando outro grupo de sintomas. Alguns sinais típicos incluem:

Carcinoide Intestinal

  • Obstrução intestinal
  • Rubor
  • Diarreia
  • Dor abdominal.

Carcinoide Brônquico

  • Chiado
  • Tosse
  • Escarro sanguinolento.

Tumor Pancreático

  • Dor crônica ou recorrente no abdômen
  • Úlcera crônica
  • Glicemia baixa intermitente
  • Erupção cutânea
  • Diabetes
  • Diarreia.

Diagnóstico e Exames

Diagnóstico de Tumor neuroendócrino

Tumores neuroendócrinos são difíceis de diagnosticar. Após o início dos sintomas, que muitas vezes não são específicos e são vagos, o diagnóstico pode levar de cinco a sete anos para acontecer. A maioria dos tumores neuroendócrinos é diagnosticada em uma fase posterior, quando já se espalharam para outras partes do corpo. Nestes casos, raramente podem ser curados, embora os sintomas possam ser controlados com sucesso durante vários anos.

Dependendo de onde eles estão no corpo, os tumores neuroendócrinos dão origem a uma grande variedade de sintomas, que podem ser pouco específicos e muito parecidos com outras doenças, como diabetes, síndrome do intestino irritável (SII), doença de Crohn, úlcera péptica, gastrite, outros distúrbios digestivos, asma ou pneumonia.

Além disso, os tumores neuroendócrinos costumam ser muito pequenos (menores que um centímetro) e se localizar em quase qualquer lugar do corpo. Dessa forma, é possível que o médico diga que você tem um tumor neuroendócrino pelo resultado de exames, mas nunca encontrar sua localização.

Existem vários exames que podem detectar um tumor neuroendócrino. Alguns procuram mudanças hormonais desencadeadas pelas células cancerosas, enquanto outros buscam o próprio tumor:

Exames de sangue e urina

O médico pode pedir a você uma série de exames de sangue e urina a fim de procurar determinados marcadores, ou seja, substâncias que estão sendo produzidas em excesso. Alguns exemplos de marcadores encontrados no sangue que levantam suspeita de tumor neuroendócrino são cromogranina A e B, polipeptídeos pancreáticos, insulina e gastrina, glucagon, neurotensina e peptídeo intestinal vasoativo. Se os resultados acusam a presença de um tumor neuroendócrino, exames de imagem adicionais devem ser realizados na tentativa de localizá-los. Já na urina pode ser pesquisado o ácido hidroxi-indolacético, substância que em níveis elevados em uma amostra de urina podem indicar um tumor neuroendócrino.

Pode ser solicitado:

  • Hemograma completo
  • Exames de função renal (ureia e eletrólitos)
  • Exames de função hepática
  • Exames de função da tireoide
  • Varredura de hormônios hipofisários, por exemplo, hormônio adrenocorticotrófico (ACTH), prolactina, hormônios do crescimento e cortisol
  • Cálcio sérico, níveis de hormônio da paratireoide.

Exames endoscópicos

Diversos exames podem ser pedidos para identificar a localização do tumor, de acordo com os resultados dos testes de sangue e urina. Por exemplo: se o exame de sangue levantou a suspeita de um tumor intestinal, será pedida uma colonoscopia. Entre os exames mais solicitados estão:

Caso o tumor neuroendócrino seja de difícil localização, o médico pode pedir um exame de cápsula endoscópica. Esse é um procedimento no qual uma pequena cápsula contendo uma câmera de vídeo é engolida pelo paciente e registra imagens do sistema gastrointestinal conforme é digerido, sendo excretados após oito horas aproximadamente. As imagens são transmitidas por um sinal de radiofrequência para um gravador de dados anexado à cintura do paciente.

Exames de imagem

Há também uma série de exames de imagem que pode ser solicitado a fazer, seja para diagnosticar um tumor neuroendócrino ou avaliar sua extensão e resposta ao tratamento. Entre os exames de imagens pedidos estão:

  • Cintilografia com Octreotideo: utiliza uma técnica de imagem corporal na qual as células recebem mensagens hormonais através de receptores na superfície das células. Por razões que não são compreendidas, muitas células de tumores neuroendócrinos possuem receptores de alta afinidade à somatostatina. O exame utiliza uma forma sintética de somatostatina, que é quimicamente ligada a uma substância radioativa. Isso é então injetado através de uma veia do braço. Após 24 horas, o paciente faz um exame para detectar a presença de substâncias radioativas no corpo. Dessa forma, áreas do corpo que estão produzindo hormônios em excesso podem ter se ligado à somatostatina sintética, que será marcada no exame. Locais com alta concentração da substância radioativas indicam os tumores neuroendócrinos. Esses exames podem diagnosticar e localizar cerca de 8090% dos tumores neuroendócrinos sensíveis à somatostatina
  • Tomografia computadorizada: usa radiação ionizante para fornecer uma imagem tridimensional do interior do corpo. Pode ser usada para determinar a posição e o tamanho dos tumores, e exames regulares são úteis para descobrir mais sobre a taxa de crescimento do tumor e como ele está respondendo ao tratamento
  • Ressonância Magnética: é usado magnetismo em vez de raios-X para produzir imagens dos tecidos moles, possibilitando a distinção entre os tecidos normais e aqueles com alterações tumorais. Se um tumor for identificado desta forma, outros testes podem ser necessários para confirmar qual é o tipo do tumor
  • PET Scan ou tomografia por emissão de pósitrons: uma técnica de imagem que produz uma imagem tridimensional de processos funcionais no organismo. Vai apresentar alterações nos tecidos que utilizam a glicose como sua principal fonte de energia - por exemplo, o cérebro. Geralmente é usado em conjunto com uma tomografia computadorizada
  • Cintilografia com MIBG: exame de imagem que envolve uma injeção de um material radioativo líquido. Uma espécie de scanner encontra ou confirma a presença de tumores. Estes tumores envolvem tipos específicos de tecidos nervosos e mais comumente incluem feocromocitomas (glândula suprarrenal) e neuroblastomas (tecido nervoso). Tumores neuroblastomas normalmente começam na glândula suprarrenal, mas também podem ser encontrados em outras partes do corpo
  • Cintilografia óssea: procura mudanças ou alterações nos ossos. Pode examinar uma determinada articulação ou osso. No diagnóstico de tumores neuroendócrinos é mais usual fazer a varredura do corpo inteiro.

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Tumor neuroendócrino

O tratamento varia conforme o hormônio produzido ou órgão afetado. Você pode ter uma intervenção cirúrgica, desde que o tumor seja encontrado. Também existe a possibilidade de tratamento medicamentoso com algumas drogas para controlar os sintomas. Alguns desses tumores podem se tornar malignos e criar metástases, e esses casos são mais indicados à quimioterapia.

Um paciente com tumores neuroendócrinos deve ser tratado por uma equipe multidisciplinar, que trabalha em conjunto de forma a garantir os melhores resultados para cada paciente. Para tumores neuroendócrinos, a equipe normalmente inclui gastroenterologistas, cirurgiões, oncologistas, endocrinologistas, radiologistas, especialistas em medicina nuclear, histopatologistas e especialistas em enfermagem clínica.

Cirurgia

O tratamento para eliminar um tumor neuroendócrino irá precisar necessariamente de uma cirurgia. Entretanto, o atraso típico no diagnóstico dá a oportunidade do tumor se espalhar, dificultando a realização de uma cirurgia. Se o tumor está localizado ou teve uma disseminação limitada, a cirurgia é a primeira escolha de tratamento.

Se o tumor for removido completamente não é necessário tratamento adicional. Entretanto, se houve metástase, a cirurgia pode remover a parte do tumor que está produzindo hormônios em excesso e o paciente continua sendo tratado com medicamentos, radio ou quimioterapia.

A cirurgia também pode ser feita para desobstruir um órgão que está bloqueado por conta do tumor. Por exemplo, um tumor neuroendócrino no intestino grosso pode crescer de tal forma que impeça a passagem das fezes. Em alguns casos, o transplante de órgãos também pode ser considerado.

Análogos da somatostatina

São versões sintéticas da somatostatina, um hormônio produzido naturalmente no cérebro e trato digestivo, que inibe a liberação de vários hormônios e outras substâncias químicas de nossos órgãos internos.

O tratamento é feito por meio de injeção mensal, diariamente ou a cada duas semanas. Os análogos da somatostatina mais comuns são a lanreotida e a octreotida.

A injeção destes análogos pode parar a produção excessiva de hormônios que causam sintomas como rubor, chiado e diarreia. Esses tratamentos também podem ser usados em pacientes com tumores neuroendócrinos sem qualquer sintoma, de forma a impedir que eles cresçam. A octreotida também pode controlar o crescimento do tumor.

Embolização

Se o tumor se espalhou para o fígado, pode ser oferecido ao paciente a embolização da artéria hepática (EAH). Neste procedimento, um cateter é colocado na virilha e depois inserido até a artéria hepática, que fornece sangue para os tumores no fígado. Partículas minúsculas chamadas embosferas (ou microesferas) são injetadas através do cateter dentro da artéria, que incham e bloqueiam o fornecimento de sangue ao tumor. Esse tratamento pode fazer o tumor encolher ou até mesmo se extinguir.

A embolização pode ser combinada com outros tratamentos, como quimioterapia, em alguns pacientes com metástases hepáticas e metástases fora do fígado.

Everolimo

É um medicamento indicado para tumores neuroendócrinos avançados que se originam no pâncreas. O Everolimo reduz o fornecimento de sangue ao tumor e retarda o crescimento e disseminação das células cancerosas. Possui como mecanismo de ação a inibição da proteína mTor, que proporciona avanço de crescimento das células tumorais.

Malato de sunitinibe

O medicamento pode retardar ou parar alguns tipos de tumores neuroendócrinos bloqueando dois processos básicos que causam o crescimento dos tumores e fazem com que eles se espalhem. Esses processos são chamados de proliferação (divisão descontrolada das céllulas) e angiogênese (crescimento de novos vasos sanguíneos). O malato de sunitinibe é utilizado para tratar tumores de pâncreas neuroendócrinos avançados ou metastáticos, nos quais a cirurgia não é possível. Também pode ser usado para o tratamento de tumores renais.

Terapia com radionuclídeos

Também chamado de terapia com radionuclídeos para receptor de peptídeo (PRRT) ou radioterapia com emissão de hormônio, esse tratamento envolve substâncias radioativas quimicamente combinadas com hormônios conhecidos por se acumular em um tumor neuroendócrino. Essa combinação é injetada no paciente: os hormônios entrarão no tumor e a radiação anexada destruirá as células tumorais.

Interferon

O interferon é uma substância natural produzida pelo sistema imunológico. Em alguns casos é ministrado sozinho, mas pode ser combinado com um análogo da somatostatina. O interferon funciona como uma imunoterapia, ou seja, ele fortalece o sistema imunológico e ajuda o corpo a combater o tumor. O interferon é aplicado por meio de injeções, cuja frequência depende do quadro clínico de cada paciente. Possui diversos efeitos colaterais.

Quimioterapia

Pode ser uma opção para pacientes que têm tumores neuroendócrinos pancreáticos ou carcinoides brônquicos, e também para alguns pacientes cujos tumores carcinoides estão crescendo mais rápido do que o normal.

A histologia do tumor vai ajudar a determinar se a quimioterapia será adequada ou não. Se um paciente foi submetido à quimioterapia, a equipe de oncologia, que são especialistas nesta área, cuidará do caso.

Outros tratamentos

  • Ablação por Radiofrequência: é usada quando o paciente tem relativamente poucos tumores secundários. Uma agulha é inserida no centro do tumor, que aplica uma corrente geradora de calor capaz de destruir as células tumorais
  • Crioablação: uma substância é inserida no tumor e congela suas células, que se destroem
  • Injeção percutânea de álcool: aplica em células cancerígenas no fígado, funciona através da desidratação das células tumorais
  • Radioterapia.

Convivendo (prognóstico)

Convivendo/ Prognóstico

A convivência com o tumor neuroendócrino irá depender de local, tamanho e hormônios que estão sendo secretados. São feitos exames regularmente para verificar a eficácia do tratamento, bem como tentar localizar possíveis metástases.

No geral, o paciente deverá seguir as orientações médicas conforme o órgão afetado, além de manter um estilo de vida saudável, com uma dieta equilibrada, prática de exercícios físicos e controle de vícios, como álcool e tabaco.

Complicações possíveis

A convivência com o tumor neuroendócrino irá depender de local, tamanho e hormônios que estão sendo secretados. São feitos exames regularmente para verificar a eficácia do tratamento, bem como tentar localizar possíveis metástases.

As complicações também dependem do local de crescimento do tumor neuroendócrino, bem como dos hormônios que estão sendo secretados. Pode ocorrer desde uma obstrução dos órgãos até uma síndrome relacionada ao tumor.

No geral, o paciente deverá seguir as orientações médicas conforme o órgão afetado, além de manter um estilo de vida saudável, com uma dieta equilibrada, prática de exercícios físicos e controle de vícios, como álcool e tabaco.

Entre as síndromes que podem ocorrer relacionadas aos tumores endócrinos estão:

  • Síndrome de Cushing: os tumores neuroendócrinos podem secretar hormônio adrenocorticotrópico (ACTH), que em excesso no corpo levará à síndrome de Cushing
  • Síndrome carcinoide: relacionada às alterações corporais causadas pelos tumores neuroendócrinos do tipo carcinoide, decorrente da produção excessiva de hormônios. Os sintomas irão depender do local afetado e substância produzida
  • Síndrome de Zollinger-Ellison: distúrbio caracterizado por níveis aumentados do hormônio gastrina, fazendo com que o estômago produza ácido clorídrico em excesso, acarretando na formação de úlcera. Geralmente é causada por um tumor neuroendócrino duodeno ou pâncreas.

Prevenção

Prevenção

Não é possível prevenir um tumor neuroendócrino, uma vez que as causas são desconhecidas. No entanto, esse tipo de tumor é extremamente raro, valendo a atenção principalmente para as pessoas que tem casos na família. Na suspeita de um tumor neuroendócrino, converse com o médico e procure fazer exames de triagem.

Fontes e referências

  • Wilson Roberto Catapani, gastroenterologista, chefe da disciplina de gastroenterologia da faculdade de medicina do ABC
  • Francisco Tostes, endocrinologista da Santa Casa de Porto Alegre
  • Sociedade Brasileira de Endocrinologia