Vacina contra Febre Tifoide

Viajantes precisam tomar a vacina contra a doença, comum em locais com pouco saneamento básico

O que é a vacina contra febre tifoide

A vacina previne a doença causada pela bactéria Salmonella entérica sorotipo Typhi. Como a doença já está praticamente extinta em países com boas condições de saneamento básico, a vacinação só é necessária quando há viagem para regiões endêmicas e é fornecida pelo sistema público de saúde.

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Variações

Atualmente utilizam-se dois tipos de vacina contra febre tifóide: a vacina parenteral e a vacina oral de bactérias vivas atenuadas.

Doenças que a vacina contra febre tifoide previne

A febre tifoide tem manifestações clínicas semelhantes a várias outras doenças entéricas e pode produzir uma enterite com febre, diarreia, vômito, dor abdominal. Doença de distribuição mundial associada a baixos níveis socioeconômicos, situação precária de saneamento básico, higiene pessoal e ambiental. Por isso, está praticamente extinta em países onde esses problemas foram superados. No Brasil, durante os últimos 10 anos, em média dois mil casos foram notificados anualmente, 60% destes nos estados do Nordeste, e as taxas de incidência mais elevadas ocorreram nos estados do Norte e Nordeste. Em média, 30 óbitos por febre tifoide foram notificados anualmente nos últimos anos.


Indicações

A vacina é indicada para pessoas sujeitas a exposição em decorrência de sua ocupação ou viajantes à áreas endêmicas da doença (Ásia, África, Caribe, América Central, América do Sul) e viajantes brasileiros que se destinam a países com alta endemicidade, estadia prolongada (mais de um mês), e com maior risco de contaminação: profissionais de saúde, educadores, missionários, militares... Ela deve ser aplicada em adultos e em crianças com mais de dois anos de idade

Grávida pode tomar essa vacina?

Não deve ser utilizada em mulheres grávidas sem orientação médica.

Doses necessárias

Ela se constitui em uma dose no caso da vacina parenteral e 3 a 4 doses no caso da oral, com intervalos de 2 dias.

Administração da vacina contra febre tifoide

A vacina parenteral é aplicada por via intramuscular, já a outra é administrada por via oral.

Contraindicações

A vacina é contraindicada para crianças com menos de 2 anos de idade, pois elas podem responder mal aos anticorpos. A vacinação deve ser adiada em casos de febre e doença aguda.

Efeitos adversos possíveis

No caso da vacina parenteral, são esperadas reações como febre, dor de cabeça e vermelhidão no local da aplicação. Já a vacina oral pode causar desconforto abdominal, náuseas, vômitos, febre, dor de cabeça e exantema ou urticária.

Onde encontrar a vacina contra febre tifoide

A vacina está disponível na rede pública de saúde ou em clínicas privadas.Alguns convênios médicos cobrem esta vacina no sistema particular de saúde. Consulte sua operadora para ver se seu plano oferece essa cobertura.

Perguntas frequentes

Se eu perder minha carteirinha terei que vacinar tudo novamente?
Sim, pois a vacina válida é somente aquela vacina que foi registrada. Se você toma suas vacinas em uma clínica privada, provavelmente o local terá em registro um histórico das suas vacinas, não sendo necessário tomar novamente. Entretanto, a rede pública ainda não conseguiu informatizar esses dados, por isso uma pessoa que se vacina na rede pública e perde sua carteirinha precisará tomar todas as vacinas recomendadas para adultos novamente.

Eu posso tomar as vacinas antes do tempo determinado?
Não, as idades mínimas devem ser respeitadas. Na prática, provavelmente não há nenhum risco de se vacinar antes da hora, mas não existem estudos de segurança para aquela faixa etária, além de não haver indicação da vacina. As indicações etárias levam em conta a recomendação epidemiológica, ou seja, o período da vida no qual você corre mais risco de sofrer aquela doença ou suas complicações. Por isso que algumas vacinas da infância não precisam mais ser ministradas em adultos, pois o período de risco já passou. A lógica é a mesma para vacinas ministradas apenas em adultos. "Um exemplo é a tríplice viral, que o sistema imune imaturo da criança pode não ser suficiente para conter os vírus vivos, e a criança pode ficar severamente doente", afirma o imunologista Eduardo.

Fontes

Ministério da Saúde
Clínico geral Eduardo Finger (CRM: SP72161), coordenador do departamento de pesquisa e desenvolvimento do SalomãoZoppi Diagnósticos

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