Densitometria óssea: exame detecta osteoporose

Saiba a partir de qual idade é importante começar a se preocupar com seus ossos

O que é densitometria óssea?

densitometria óssea - Foto: Divulgação Fleury Medicina e Saúde
A densitometria óssea é indicada principalmente para mulheres com mais de 65 anos

A densitometria óssea é o exame ideal para o diagnóstico da osteoporose e da osteopenia por detectar a redução da massa óssea de maneira precoce e precisa. Ele é o método mais utilizado para avaliar a densidade mineral dos ossos e utiliza um aparelho conhecido por utilizar a técnica de DXA (Dual-Energy X-ray Absorptiometry). A densitometria óssea avalia a coluna lombar, a região proximal do fêmur e o terço distal do rádio. Isso porque essas áreas são as que mais estão sujeitas ao risco de fraturas. Esse método utiliza aparelhos sofisticados e que apresentam duas vantagens importantes: são rápidos e produzem uma baixa exposição à radiação - até dez vezes menor que a exposição gerada por uma radiografia normal de tórax. A densitometria óssea é um teste rápido (dura cerca de 5 minutos) e indolor para a medição da densidade mineral óssea.

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Indicações:

O exame de densitometria óssea é indicado para mulheres acima de 65 anos e homens acima de 70 anos. Entretanto, pode ser indicado para mulheres abaixo de 65 anos e homens abaixo de 70 anos que preenchem um dos critérios abaixo:

  • Baixo Peso (Índice de Massa Corporal menor que 18,5 kg/m²)
  • Fratura Prévia
  • Medicações que aumentam o risco de osteoporose
  • Doenças que aumentam o risco de osteoporose
  • Monitorar osteoporose já diagnosticada
  • Monitorar tratamento.

O procedimento também tem aplicação em pediatria, para acompanhar o crescimento da criança e do adolescente. Os pediatras pedem a densitometria para avaliar a massa óssea e quanto de massa magra e massa de gordura o paciente tem, funcionando como um complemento à avaliação clássica da idade óssea do Raio-X de mãos e punhos. Em crianças e adolescentes até 20 anos, os sítios usados são coluna e corpo inteiro (o fêmur ainda está em crescimento e não é avaliado). Nesse grupo, compara-se a massa óssea do paciente com crianças da mesma idade e não usamos o termo osteoporose como nos adultos.

Contraindicações:

  • Mulheres grávidas ou com suspeita de gravidez, por conta da radiação
  • Pessoas que fizeram exame com contraste de iodo ou bário não podem fazer a densitometria óssea durante uma a duas semanas a depender do contraste utilizado (tempo para que seja eliminado do corpo), pois este interfere no resultado. Outros exames radiológicos como os de cintilografia devem ter um intervalo de eliminação determinado pelo médico
  • Cirurgia ortopédica extensa ou prótese extensa na região avaliada: no caso de pessoas que tem próteses em um fêmur, é feita a avaliação do outro. Para pessoas que tem prótese na coluna, é feita uma análise do fêmur e outra do antebraço
  • Obesidade grave: a maioria dos aparelhos para a densitometria óssea suporta até até 160 kg. Alguns aparelhos suportam até 200 kg.

Preparação para o exame

No dia do exame de densitometria óssea, evite usar roupas com botões ou fivelas de metal para o teste, pois estes podem inferir no resultado. Joias como colares e pulseiras também devem ser evitados, bem como sutiãs com aros de ferro. É recomendado também que a pessoa não tome qualquer suplementação de cálcio no dia, pois a pílula pode aparecer no exame da coluna e interferir no resultado.

Como é feito?

A densitometria óssea pode ser feita por um técnico em radiografia ou médico capacitado em densitometria óssea. No momento do exame, você será solicitado a trocar sua roupa por uma vestimenta do hospital, própria para fazer exames. O técnico irá pedir para você se deitar no aparelho, sobre uma mesa acolchoada, e irá posicionar suas pernas em um suporte de esponja, alinhando sua pelve e a coluna vertebral. O laser do aparelho passará em zique-zague sobre os órgãos a serem analisados, irá digitalizar seus ossos e medir a quantidade de radiação que eles absorvem.

O teste de densitometria óssea deverá ser feito em pelo menos dois ossos diferentes, de preferência o quadril e coluna vertebral. No caso das crianças, é feito o scanner do corpo inteiro e coluna. A densitometria óssea não causa dor. Se você tem dor nas costas, pode ser desconfortável ficar parado durante a verificação.

Duração do exame

densitometria óssea - Foto: Getty Images
Resultados mostram se você tem osteoporose

A densitometria óssea dura em média cinco minutos para coluna e fêmur e dez minutos para corpo total.

Periodicidade

A densitometria óssea é feita a cada um ou dois anos, a depender do controle da osteopenia/osteoporose determinado pelo médico assistente. Intervalos mais curtos podem ocorrer em casos de rápida perda óssea, como em pessoas que utilizam medicamentos a base de corticoides.

Recomendações pós-exame

Não há nenhuma recomendação especial após o exame de densitometria óssea. A pessoa pode sair do laboratório e prosseguir normalmente com as suas atividades.

O que significam os resultados?

O exame é feito para identificar qual a sua densidade óssea, se você tem osteopenia ou osteoporose e ajudar a avaliar seu risco de fratura. Você recebe os resultados como as fotos de um Raio-X, só que as imagens são um pouco menos nítidas, por conta da quantidade diminuída de radiação. É como se fosse uma radiografia em menor resolução. Os seus ossos são comparados com o de uma pessoa jovem e saudável e fornecem a distância da sua massa óssea da média normal. A partir disso é calculado o T-score, um padrão de referência internacional desenvolvido pela Organização Mundial de Saúde. É ele que mostra o quanto você está próximo ou distante desse ideal. O T-score inicia do número zero (que representa a média) e parte para uma escala de números negativos ou positivos - quanto mais negativo é o número, mais longe sua massa óssea está do ideal.

O resultado para crianças utiliza o Z-score e não o T-score. O Z-score compara a massa óssea da criança com a média para a mesma idade. O resultado não é de osteopenia ou osteoporose e sim dentro da média ou abaixo da média para a idade.

Valores de referência:

Para adultos, isto é, homens com 50 anos ou mais e mulheres a partir de 40 anos (período de transição menopausal) ou mulheres na menopausa. Sítios usados: coluna, fêmur ou antebraço:

  • Normalidade: T-Score de 0 a
  • 1,0 DP (Desvio Padrão)
  • Osteopenia: T-Score de
  • 1,0 a
  • 2,4 DP
  • Osteoporose: T-Score de
  • 2,5 ou menos.

Para adultos jovens (Homens entre 20 e 49 anos e mulheres dos 20 aos 40 anos com ciclos menstruais normais) utilizamos o Z-score. Sítio usados: coluna, fêmur ou antebraço:

Z-Score igual ou inferior a -2,0 DP é considerado abaixo dos padrões para a idade. Acima disso, os valores são considerados dentro dos padrões para idade.

Para crianças (Homens e Mulheres dos 5 aos 19 anos). Sitios usados: coluna e corpo total.

Z-Score igual ou inferior a -2,0 DP é considerado abaixo dos padrões para a idade. Acima disso, os valores são considerados dentro dos padrões para a idade.

Gestante pode fazer?

Grávidas não devem fazer a densitometria óssea por conta da radiação envolvida no exame. Caso a mulher tenha osteoporose diagnosticada e fique grávida, fará o acompanhamento com densitometria após a gravidez.

Referências

Patrícia Dreyer, endocrinologista especializada em metabolismo ósseo do Fleury Medicina e Saúde
Weldson Muniz, ortopedista do Hospital Santa Luzia, em Brasília
Katia Zacchello, patologista do Lavoisier Medicina Diagnóstica, especialista em patologia clínica e com capacitação em densitometria óssea

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