Teste do pezinho: tire suas dúvidas sobre o exame

Procedimento é obrigatório e quase indolor, sem riscos ao bebê

O teste do pezinho é um exame feito a partir de sangue coletado do calcanhar do bebê. Ele permite identificar doenças como hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria e hemoglobinopatias (doenças que afetam o sangue). É importante fazer o teste do pezinho em todos os bebês recém-nascidos, uma vez que as doenças identificadas pelo exame não apresentam sintomas no nascimento e, se não forem tratadas cedo, podem causar sérios danos à saúde.

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O teste do pezinho básico é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), podendo ser feito gratuitamente em qualquer unidade de saúde. Entretanto, alguns hospitais disponibilizam versões mais completas do teste, que pode rastrear mais de 30 doenças, desde problemas genéticos e metabólicos até doenças infecciosas como a toxoplasmose

Hoje em dia, o teste do pezinho básico é obrigatório por lei em todo o território nacional. Alguns municípios, inclusive, não permitem que a criança seja registrada em cartório se não tiver feito o teste do pezinho anteriormente.


Diversas maternidades já fazem o teste rotineiramente, antes da alta hospitalar, após o parto. Procure saber se isto é feito na maternidade onde nasceu o bebê. Caso o teste ainda não tenha sido feito, você poderá procurar Postos de Saúde do seu município.

Sinônimos

Triagem neonatal

Quem deve fazer o teste?

Todas as crianças recém-nascidas, a partir de 48 horas de vida até 30 dias do nascimento. O ideal, no entanto, é entre o terceiro e o sétimo dia de vida do bebê. Deve-se esperar esses dias porque algumas doenças podem não estar sensíveis ao teste nas primeiras horas de vida do bebê.

Contraindicações

Não há contraindicação para a realização do teste do pezinho.

Preparo para o exame

O bebê precisa ter sido amamentado antes do exame, pois o leite materno deixa problemas metabólicos do organismo mais evidentes.

Como é feito

Para o teste do pezinho, é coletada uma amostra de sangue a partir do calcanhar do bebê. Com uma agulha pequena, é feito um furo no pé do bebê e são retiradas algumas gotinhas de sangue para análise. O exame é feito no calcanhar porque é a uma região rica em vasos sanguíneos, facilitando a coleta.

Geralmente o bebê chora durante o teste do pezinho, mas as mães não devem se preocupar. O exame é quase indolor, mas a criança acaba chorando por ser uma sensação totalmente nova para ela.

Caso o teste seja feito nas primeiras 24 horas de vida, pode precisar ser repetido uma ou duas semanas mais tarde. Alguns estados rotineiramente fazer dois testes em todas as crianças.

Tempo de duração do exame

O teste do pezinho dura alguns minutos, tempo da amostra de sangue ser coletada.

Periodicidade do exame

O exame é feito apenas uma vez após o nascimento da criança. Em alguns casos o teste do pezinho pode ser repetido, conforme orientação do hospital.

Riscos e efeitos colaterais

O teste do pezinho não traz nenhum risco ou efeito colateral para o bebê.

Resultados

O teste do pezinho básico pode dar positivo para essas doenças:

Já as triagens mais ampliadas podem diagnosticar as doenças já citadas e outras, como:

  • Hiperplasia adrenal congênita
  • Galactosemia
  • Deficiência de biotinidase
  • Deficiência de glicose6fosfato desidrogenase (G6PD)
  • Toxoplasmose congênita
  • Distúrbios do ciclo da ureia
  • Distúrbio dos ácidos orgânicos
  • Distúrbios de beta oxidação dos ácidos graxos.

A quantidade e especificação das doenças investigadas pelos testes mais avançados dependerão do hospital. Além disso, em alguns casos o teste do pezinho pode incluir o diagnóstico de doenças como Aids, doença de Chagas, rubéola, sífilis e citomegalovírus. Quais dessas serão incluídas no teste dependerão do laboratório ou hospital que disponibiliza o exame.

Caso o teste do pezinho dê positivo para alguma das doenças investigadas, a mãe deverá ser orientada sobre o tratamento e cuidados a partir daquele momento. Em alguns casos, o hospital ou laboratório pode requerer a repetição do teste para confirmar o diagnóstico.

Referências

Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) - organização sem fins lucrativos que promove a prevenção e a inclusão da pessoa com Deficiência Intelectual, produzindo e difundindo conhecimento.

Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde

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